Cintia Pimentel, cunhada de Eloá, vítima de feminicídio aos 15 anos após ser feita de refém pelo ex-namorado, disparou críticas ácidas a Nayara Rodrigues da Silva, a jovem que esteve no cativeiro durante o sequestro. Tudo começou em uma postagem do TikTok, que perguntava o paradeiro da moça.
“Eu tenho uma dúvida sobre aquela amiga dela, Nayara. Porque eram tão amigas e nunca mais se ouviu falar dela”, perguntou o internauta. “A questão é: será que eram tão amigas?”, rebateu Cintia, que fez críticas públicas a Sonia Abrão após a apresentadora declarar que não se arrepende da cobertura do caso.
Cintia alega que a família de Eloá nunca foi procurada por Nayara após a tragédia. “Sem dúvidas, não consigo imaginar o que passaram lá dentro e o trauma que isso pode
ter causado na vida de alguém. Mas imagina você perder sua filha e a então amiga dela nunca te procurar, nunca te enviar uma mensagem… Claro que cada um tem sua forma de lidar com perdas e traumas, mas do lado de cá também existe uma família que nunca mais estará completa”, refletiu.
Cintia acusa Nayara de aproveitar da popularidade do caso para conhecer celebridades, como o jogador Alexandre Prato e o ator Caio Castro. “Você sabe que enquanto a família assimilava o ocorrido sem entender o que exatamente havia acontecido lá dentro do cativeiro, a então amiga estava pedindo pra conhecer o jogador Pato, o Caio Castro e os bastidores de ‘Malhação’. Não preciso ser da família pra levantar esse questionamento”, disparou.
Segundo Cintia, os amigos de Eloá foram desrespeitados. “Ninguém está desmerecendo ou minimizando o trauma de uma adolescente, mas não é justo com os próprios amigos que alguém carregue um título, se ela, a família e todos os amigos próximos sabem que não condiz”, apontou.
No dia 13 de outubro de 2008, Eloá estudava com mais três amigos em sua casa, entre eles, Nayara. O criminoso, Lindemberg Alves Fernandes, invadiu a residência da ex-namorada, liberou os dois meninos e deixou apenas as moças de refém.
Nayara foi liberada dois dias depois. No entanto, foi instruída pela Polícia a retornar ao cativeiro para ajudar nas negociações. Ela alega ter sido pressionada pelos agentes.
O caso teve um final trágico. No dia 17 de outubro, policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) e da Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo explodiram a porta do apartamento, invadiram a residência e iniciaram uma luta corporal contra o sequestrador. Nesse momento, ele atirou contra as duas reféns.
Nayara levou um tiro no rosto e Eloá foi acertada na virilha e na cabeça. A amiga teve alta hospitalar na quarta-feira seguinte ao crime, já Eloá teve a morte cerebral decretada por volta das 23h30 do dia 18 de outubro.
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